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quinta-feira, 5 de julho de 2018

#2 Desabafos de uma Colega Assistente Técnica (Autarquia)


"Olá Assistente técnico,
Soa estranho não saber o teu nome.
Uma vez comentei na pagina do face, que as mudanças por vezes trazem surpresas boas.
Ora aqui vai o meu relato.


Ingressei na função publica como assistente administrativa em 2001, contrato de provimento numa escola secundária, tutela do ministério da educação.

Em 2005, passei aos quadros, mas deixei de ser subscritora da Cga, mais uma injustiça dos ilustres e iluminados senhores do poder e da lei.

Após 6 anos pedi transferência ao antigo Cae, e fui para um agrupamento de escolas, mais perto de casa.

Em 2009, a escola onde eu estava foi fruto de descentralização de competências para a autarquia e o pessoal não docente, muito contrariado passou a ser gestão da Autarquia local.

Sempre fui zelosa, responsável e competente e contava pelos dedos das minhas mãos os atestados ou faltas.

Decorria o ano de 2011, quando fui apanhada de surpresa.

Não importa se és competente, quando em ambiente de gestão escolar, temos "compadrios", relações de amizade e não de hierarquia, preferências e foi ai que me saiu o chuto no "fofo", em detrimento de uma colega que tinha entrado para o quadro pela autarquia.

Solução: a pessoa em questão ficar na escola e outra ir para a autarquia.

E foi assim que sem o meu consentimento ou acordo, recebo carta em casa, para me apresentar na autarquia onde seria o meu novo local de trabalho.

Mas como Deus escreve torto por linhas direitas, esta mudança foi um refresh na minha vida.

Neste local de trabalho encontro muitas diferenças nas chefias diretas, sinto uma maior segurança e apoio no trabalho que executo e existe uma diferença abismal entre o ministério da educação onde estamos limitados às regras do mesmo, às gestões escolares onde cada director faz o que quer dos docentes e não docentes.

Já estou na autarquia há quase 7 anos, gosto muito e neste momento estudo para técnica superior da área que me encontro.

Da antiga escola, oiço sempre mais queixas dos que lá ficaram ou dos que para lá foram,quer seja da gestão, da direcção, da Chefe de Serviços, dos colegas.

Não digo que a autarquia seja perfeita, mas aqui lutei pelo meu lugar, mostrei a competência que sempre tive, aprendi a ser e estar, cresci e sobretudo encontrei o meu equilíbrio.

Tens autorização para partilhar o meu texto.

Sigo-te há muitos anos e o teu blog, sempre foi muito util, interessante e um ferramenta para mim, enquanto administrativa.

É de louvar o projeto e a dedicação.

Obrigado pela partilha e ajuda.

Futura Técnica Superior"

:)

8 comentários:

  1. Falam da descentralização como o bicho papão,eu pessoalmente acho que vai ser em parte benéfica....os não docentes são o parente pobre do mec,nas autarquias isso já não se reflete tanto...mas..porque há sempre um mas...estamos sujeitos a cores partidarias...mas enfim vou aguardar e depois fazer a devida avaliação da mudança mas gostava de ouvir mais opiniões de quem ja afectou a dita mudança mec\autarquia

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  2. Infelizmente somos a "classe esquecida" do ME

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  3. Faço minhas as palavras da colega que escreveu o texto. Tive um percurso na Função Pública idêntico ao dela e mudei para a autarquia por vontade própria. Aqui sou mais reconhecida e valorizada. Por isso, não tenham "medo" de mudar para as autarquias, quem sabe não será uma feliz mudança.

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  4. Desde que tenha amizade política ou outra, na verdade será bom mas quando a cor, as coisas podem complicar-se.

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    1. Caro colega nada disso, estou numa autarquia e não tenho cor e nem por isso sinto diferença. Trato e sou tratada com respeito.

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  5. Foi de facto um REFRESH!
    Estes directorzecos de escola comportam-se como se no seu quintal estivessem!
    Quando confrontada com as suas insuficiências (vulgo aldrabices) intelectuais, técnicas e legais, esta ditadorazeca de meia tijela e a cair de podre, de tudo fez para me calar, desde mandar um palhaço de um capanga com cara de orangotango (seu familiar muito próximo) ameaçar-me na rua até culminar com a instauração de um processo disciplinar, que de disciplinar nada tem, mas sim político! A intenção era a de me coagir, de me silenciar!
    Esta luminária esquece-se de que vivemos num país livre e democrático onde já não existe delito de opinião! Sim, ditadorazeca pidesca de escola de Alentejo profundo, a “outra senhora” já morreu e o PREC e os saneamentos políticos acabaram! A PIDE já não mora aqui!
    Confrontada com as limitações da sua ignorância e incompetência, esta ditadorazeca solicitou, encarecidamente, à autarquia que me removesse da escola - ASAP!
    Onde me encontro agora provo, e ainda estou a provar, à saciedade, todas as minhas valências e competências!
    Nunca lhe vou agradecer o suficiente por tal facto!... ou se calhar até vou porque esta senhora, ainda vai ter noticias minhas…

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  6. Boa noite colegas. Admiro a vossa postura e coragem.
    Em contexto profissional e de facto revoltante a loucura de atitudes e procedimentos do sistema e dos Superiores hierárquicos, a que somos submetidos.
    Parece que estamos no tempo do Império Romano, onde nas arenas eram torturados para o povo aplaudir r continuarmos a sorrir como loucos incessantemente.
    Também é por mim digo. Se nas anteriores Escolas onde rabalhei 3 é 11 anos havia algum mal estar, mas boas contrapartidas e o outro lado bom por parte de alguns volegac, nesta também existe mas já nem pelo colegas que me apoiam e compreendem suporta mais.
    Pois e em vão todo o esforço feito e todas as tentativas de virar a pagipá e mudar de postura e atitude. A pscpaciên rsgota e o silêncio também.
    Por tudo isto espero conseguir mudar.

    Desejo tudo de Bom e disponível.

    Boa noite e excelente fim de semana

    Beijinhos �� ��

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  7. Como consegue estar em mobilidade como técnica superior? Na câmara onde trabalho dizem que como há protocolo com o Ministério da Educação não podemos pedir a mobilidade para técnico superior.

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Agradeço o seu contributo com interesse público e de forma séria.